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II Guerra Mundial - Europa 01/09/1939 Sexta-feira - 02/09/1945 Domingo

ícones da II Guerra Mundial O término da Primeira Guerra Mundial põe fim às hostilidades militares entre os países em conflito, mas lança as questões que levam à explosão da Segunda Guerra. A Europa e o mundo sob influência européia atravessaram uma crise muito grave, pois a I Guerra provocou uma destruição material como nunca se tinha visto antes. A maioria dos países envolvidos encontrou muitas dificuldades para se reorganizar nesse período. Houve muito desemprego, inflação e dificuldade para reintegrar à vida civil os milhões de ex-soldados, muitos dos quais tinham sido mutilados. A mendicância, inclusive de ex-combatentes, se tornou parte da paisagem alemã. Essa situação dramática do pós-guerra gerava grande insatisfação entre a população de vários países. As massas populares viviam numa situação de desespero, o que ocasionou uma onda de protestos, greves e revoltas. A gravidade dos problemas enfrentados fez com que as soluções radicais fossem bem-vindas. O Tratado de Versalhes, de 1919, que estabelece a paz entre os países vencedores e a Alemanha, impõe a esta, condições duras, sobretudo no que se refere às reparações de guerra.

A Guerra Civil Espanhola de 1936 a 1939 serviu de ensaio geral para o novo papel alemão. Em 1936, a Frente Popular – coligação de republicanos, socialistas e sindicalistas – assumira o poder na Espanha. A reação ao novo governo foi liderada pelo General Francisco Franco, que contava com o apoio de setores do exército e do Partido da Falange Facista, criado em 1933. Hitler saiu em auxílio de Franco, o que lhe permitiu vencer – depois de três anos de luta – a Frente Popular, auxiliada por voluntários socialistas vindos de várias partes do mundo. A Itália acompanhou a invasão por terra Alemanha; França e Inglaterra permaneceram neutras. Desde o final de 1937, o governo alemão e os chefes militares julgavam que suas forças armadas deveriam estar preparadas para uma guerra de grande envergadura. O raciocínio de Hitler baseava-se na convicção de que este seria o melhor momento, pois mais tarde, haveria o risco de a França, a Inglaterra e a União Soviética terem recuperado o tempo perdido com uma política lenta de rearmamento. A decisão em relação à Áustria foi acelerada pela certeza de que uma política agressiva acabaria sendo aceita, como de fato aconteceu, e a anexação da Áustria pela Alemanha, em 1938, constitui o primeiro e mais espetacular ato na direção de uma “grande Alemanha”.

O pretexto de Hitler para continuar sua expansão era o de tornar alemãs todas as zonas habitadas por alemães. Para acabar com essa justificativa, França e Inglaterra assinaram com ele o Tratado de Munique, pelo qual os Sudetos (parte norte da mapa da guerra Thecoslováquia, habitada por cidadãos alemães) passariam para a Alemanha, em setembro de 1938. Em 1939, a Alemanha acelerava seus passos buscando agregar, por meio de acordos políticos e econômicos, países como a Iugoslávia, a Romênia, a Bulgária e a Turquia. A ocupação militar da Boêmia e da Morávia tornava a Alemanha um país de 90 milhões de habitantes, com um produto nacional mais de três vezes superior ao francês e quase o dobro do inglês. Em março de 1939, Hitler invade a parte restante da Thecoslováquia e ameaça também invadir a Polônia, quando Paris e Londres garantiram ao país ameaçado sua ajuda militar. Já a União Soviética assinava um pacto de não-agressão com o füher, válido por cinco anos, no qual a Polônia era repartida entre ambas. Hitler ataca a Polônia a 1º de setembro, em “represália” a uma suposta violação polonesa das fronteiras e a 3 de setembro recebe a declaração de guerra da França e da Inglaterra.

O que se viu daí em diante foi só destruição de ambos os lados envolvidos e um saldo de 45 milhões de vidas perdidas. Mas o fato que mais marcou só foi descoberto após o fim da guerra: as atrocidades cometidas pelas autoridades alemães contra os povos de origem judaica nos campos de concentração nazistas. Para os nazistas, tratou-se de solução final; para a humanidade, tratou-se do Holocausto. Não há explicações especificamente militares para o genocídio. O nazismo cresceu como campo nazista força política apoiando-se numa plataforma racista, anti-semita e anticomunista. As leis anti-semitas foram estendidas da Alemanha para todos os territórios anexados e ocupados. Mas as grandes concentrações judaicas estavam na Polônia e na União Soviética. A legislação alemã há muito introduzira a mais absoluta segregação. Os judeus foram obrigados desde o uso da estrela amarela de Davi até, finalmente, ao confinamento nos guetos de todas as cidades ocupadas. Inicialmente deixou-se à fome e aos trabalhos forçados a responsabilidade de dizimação.

A execução em massa de judeus iniciou-se na parte da União Soviética ocupada pela Alemanha: mais de 100 mil por mês, até um total de 1 milhão. Pouco a pouco, todos os judeus dos territórios sob dominação nazista foram transportados para os campos de concentração, onde, na câmara de gás, o monóxido de carbono e o ácido prússico completaram o genocídio. Além dos judeus, outros grupos foram dizimados, como os ciganos e os doentes mentais. Outro fato que também marcou essa terrível guerra foi a explosão de duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki, onde o mundo assistiu emudecido ao episódio fantástico que acabou por revolucionar todas as técnicas de guerra e as próprias relações internacionais.




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