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Antibiótico - Escócia 14/02/1928 Terça-feira

comprimidosDurante séculos acreditou-se que as doenças fossem causadas por maus espíritos ou forças sobrenaturais. Depois, pensou-se que os gases venenosos de águas estagnadas ou a matéria em decomposição provocavam moléstias.
No século XVI um médico de Verona, Girolamo Fracastoro, apresentou a hipótese de que a sífilis fosse transmitida por certas estranhas partículas que, contudo, jamais especificou. E não as julgava vivas. No século XVII um fabricante de lentes, o holandês Anton Leeuwenhoek, tendo construído um microscópio, surpreendeu-se ao examinar uma gota de chuva: nela nadavam inúmeros bichinhos. Olhando outros materiais – inclusive dentes e partes de intestino – observou a mesma coisa: estes bichinhos – “criaturas ovais”, como os chamava – viviam em todos os lugares. Ele não sabia que tinha descoberto as bactérias. Na época acreditava-se que esses seres microscópios aparecessem espontaneamente de material não vivo. Pensava-se que as moscas e os vermes surgissem da carne em putrefação. Toda essa teoria, no entanto, foi combatida por um italiano, Francesco Redi, que fazia estudos sobre a conservação de alimentos. Foi ele quem afirmou: “todo ser vivo vem de outro ser vivo”.

estouro de comprimido No século XVIII, o padre Lazzaro Spallanzani, após preparar uma infusão de sementes, dividiu o líquido em dois frascos, lacrando um deles para evitar a entrada de ar. Depois os deixou uma hora em água fervendo. Alguns dias depois examinou ao microscópio o conteúdo dos dois vidros. O líquido do frasco lacrado nada apresentava; no líquido do outro frasco nadavam milhares de bactérias. Dessa experiência, o padre deduziu, corretamente, que as bactérias haviam sido trazidas pelo ar que se introduzira no vidro não lacrado. O Experimento acelerou o estudo desses seres, permitindo ao homem equipar-se melhor na luta contra as bactérias patógenas – causadoras de moléstias. Louis Pasteur (1822-1895) identificou o bacilo de carbúnculo e a bactéria da cólera , e descobriu os meios de lhes dar combate.Mostrou também que a fermentação e o coalho do leite são ocasionados por microorganismos existentes no ar.

fórmula do antibiótico O alemão Karl Eberth (1843-1910) descobriu em 1880 o bacilo causador da febre tifóide. Outro alemão, Robert Koch, isolou a bactéria da cólera (descoberta por Pasteur em 1882) e descobriu o bacilo da tuberculose, que tomou o nome de “bacilo de Koch”. O da difteria foi descoberto por Frederico Leoffler (1852-1915), também alemão. Assim, com esses conhecimentos, foi possível encontrar os meios da luta contra as doenças. E um dos mais importantes antibióticos descobertos na época foi a penicilina a de bactérias Staphylococcus. O passo seguinte foi identificar e isolar aquela poderosa substância que matava bactérias. Fleming deu a ela o nome de penicilina. Nos anos seguintes, tais fungos passaram a ser cultivados em laboratórios, iniciando-se a produção em escala industrial de antibióticos que atacavam microorganismos que não eram eliminados pelo sistema imunológico humano. Graças a esses medicamentos, doenças infecciosas como pneumonia, escarlatina, sífilis, gonorréia, febre reumática, septicemia e tuberculose, deixaram de ser fatais.


Durante a II Guerra Mundial, a penicilina salvou a vida de milhões de soldados feridos nos campos de batalha. Fleming não é o único herói desta história. Foram dois pesquisadores da Universidade de Oxford, Howard Florey e Ernst Chain, que conseguiram, em 1937, purificar a penicilina; uma etapa importante para seu uso mais seguro em seres humanos. Nos Estados Unidos, pesquisadores multiplicaram a produção, até então era feita em pequenas garrafas, para uma escala industrial em grandes tanques especiais. A partir de 1940, o medicamento passou a ser aplicado com injeções. Logo a penicilina estava ao alcance de todos e a preços cada vez menores. Uma revolução na Medicina que salvou milhões de vidas.




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