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Luis Braille - França 04/01/1809 Quarta-feira - 06/01/1852 Terça-feira

Luis Braille Na antiguidade pagã quem não podia ver estava destinado ao abandono. Considerado um ser desprezível, além de não ter oportunidade de trabalhar e de assim poder levar uma vida normal, o cego era barbaramente oprimido. Apesar disso, houve alguns que não só venceram as barreiras que o defeito lhe impunha, como conseguiram superar intelectualmente seus contemporâneos.
É o caso do poeta grego Homero, que, segundo conta a tradição, era cego.

No século XIII a sociedade já não rejeitava o cego; ao contrário, começava a preocupar-se com sua situação. Surgiram asilos destinados aos que não podiam ver. Essas entidades, no entanto, não se preocupavam em ensinar nada a seus protegidos; limitavam-se a abrigá-los do frio e da fome. Só em fins do século XVIII é que vão aparecer os primeiros estabelecimentos especiais para o ensino e a educação de crianças cegas. A história registrou em todas as épocas casos de cegos que foram educados individualmente, especializando-se segundo suas aptidões naturais.

escrita em braille No início da Era Cristã, o cego Dídimo, de Alexandria, criou um sistema para registrar suas idéias em letras de madeira; Bernoulli, em 1667, ensinou uma menina cega a escrever, em Genebra; o matemático inglês Saunderson, cego, criou uma tabela matemática com agulhas e cordéis. Mas eram exceções. O cego, embora aceito pela sociedade, continuava a ser marginal, sem possibilidade de adquirir cultura e obter trabalho.

escrita em braille Luís Braille era filho de um seleiro e aos três anos de idade brincava na oficina de trabalho do pai, quando, ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, aproximou-a do rosto, acabando por ferir o olho esquerdo. A infecção produzida pelo acidente expandiu-se e atingiu o outro olho, deixando-o completamente cego.Tomando conhecimento de um sistema de códigos criado por Charles Barbier, um militar francês, Braille achou que poderia adaptá-los às necessidades dos cegos e acabou desenvolvendo um método de leitura e escrita que, pela simplicidade e perfeição, suplantou todos os máquina para escrever em braille outros, sendo até hoje, com pequenas modificações para adaptá-lo às diversas línguas, o mais empregado no mundo.
Graças ao sistema, os cegos puderam ter maior acesso à cultura, já que numerosas instituições passaram a editar livros dos mais diversos ramos do conhecimento, em alfabeto Braille. Para tornar ainda menos volumosos os livros, a escrita Braille foi simplificada, mediante a abreviação de palavra.




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