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Computador - Estados Unidos 1940

edvac Um dos aspectos fundamentais da conquista da natureza pelo homem é a chamada “quantificação do mundo”: atribuição de uma medida, de um número, que permite fazer previsões por meio do cálculo e fundamentar racionalmente as decisões. O cálculo, e mais precisamente o Cálculo Numérico se incorpora a esse mundo quantificado. Dado um problema teórico, técnico ou prático, preocupa-se o Cálculo Numérico em chegar a um número, dentro de certa aproximação.

Para tal fim, emprega vários processos, que são verificados pela álgebra e pela análise matemática. Se for simples resolver um sistema de poucas equações, com mais de três, o cálculo direto é trabalhoso, e para encontrar a solução numérica requerem-se métodos mais modernos, fornecidos pela análise matemática. Além desse problema – resolução de sistemas de equações –, existem outros que interessam aos especialistas: verificação de uma fórmula, estudo de matrizes, derivadas e integrais.
A crescente complexidade dos problemas torna o cálculo impossível dispondo-se apenas de papel e lápis. E, para aumentar sua capacidade de calcular, o homem recorreu a vários instrumentos apropriados. Um dos mais tradicionais é o ábaco chinês.
A partir de 1600, com a invenção dos logaritmos, pode construir-se a régua de cálculo.
A mecanização dos cálculos teve início com Pascal (1642) e Leibnitz (1694), mas só recentemente as máquinas calculadoras atingiram um nível aceitável.

Depois de 1945, graças à eletrônica, nasceu a maravilha chamada computador. Em nenhum campo a ciência eletrônica foi tão importante quanto na construção de computadores; imensos cérebros mecânicos que fazem cálculos melhor que o homem. Feitos primeiro com milhares de tubos eletrônicos, e atualmente com minúsculos transistores, os computadores até parecem ter vontade própria.
Cometem enganos, mas os corrigem sozinhos.botões do eniac Alguns estão sendo ensinados para falar, enquanto outros foram treinados para traduzir simultaneamente várias línguas, fazer cirurgias comandadas por especialistas a quilômetros de distância. E já há computadores capazes de projetar outros, reproduzindo assim sua própria espécie. Eles resultaram da necessidade de maior rapidez e precisão nos cálculos. Com o desenvolvimento da ciência espacial, não se podem mais subestimar os erros de cálculos por pequenos que sejam. O computador eletrônico representa um progresso comparável aos novos conhecimentos sobre energia nuclear ou às explorações do espaço cósmico.
E coube a Leon Bollee criar em 1889, a primeira máquina que fazia multiplicações diretamente e não por adições sucessivas.

Em 1890 foi realizado nos Estados Unidos o primeiro recenseamento com o auxílio de um computador, projetado por Herman Hollerith. Desde então os computadores automáticos passaram a ter progressos cada vez mais notáveis, até chegar-se ao computador seqüencial, máquina capaz de efetuar uma longa série de operações sem intervenção do operador.

eniac ocupava uma sala inteira Em 1940, Stabtiz apresenta o primeiro desses computadores, semi-automático. Três anos depois, Howard H. Aiken cria o “Mark I”, usado durante a II Guerra Mundial para acelerar os projetos da bomba atômica e dos foguetes teleguiados. Em 1946 surgia o “ENIAC” (Electrônic Numerical Integrator and Calculator), o primeiro computador totalmente eletrônico da história. Fazia 5 mil somas por segundo e pesava 30 toneladas. A partir de 1958 – quando suas volumosas válvulas puderam ser substituídas por transistores de poucos milímetros de diâmetro – foram lançados modelos cada vez mais aperfeiçoados, com maior rapidez de cálculo, maior eficiência e maior economia. Desenvolveu-se também a cibernética, que é a ciência da comunicação e controle no animal e na máquina, foi o conceito introduzido pelo matemático Norbert Wiener. A Cibernética pode ser descrita como uma ciência geral dos organismos, independentemente dos órgãos que os compõem; segundo ela, mediante algum tipo de estímulo é possível descobrir e analisar as dependências matemáticas que relacionam as entradas (input) com as saídas (output) num dado sistema, determinar-lhe a estrutura, bem como realizar a pesquisa de sistemas não conhecidos.

Graças ao progresso da eletrônica, o homem pôde dedicar-se melhor ao trabalho mental. Na verdade, é o sistema nervoso dos homens que está operador do computador sendo substituído pelo controle automático, o qual passa a constituir uma mecanização do cérebro. O controle se diz realmente automático quando as máquinas são construídas de modo a se regularem sozinhas. Nisso, elas imitam o comportamento humano, que também é auto-regulado através do processo de retroação ou realimentação (feedback). Esta noção de retroação, típica dos aparelhos automáticos, foi estendida ao comportamento dos animais porque a vida e a própria compreensão intelectual não deixam de ser uma resposta a determinados sinais ou estímulos que vêm de fora e vão para dentro do cérebro, através dos neurônios. Com um sinal – expressão pela qual nos comunicamos com nossos semelhantes – é um fato físico que pode ser medido e controlado, ele pode ser transmitido, sob a forma de impulso magnético, a um cérebro eletrônico ou computador.

processador Além dos computadores, a cibernética deu origem à teoria da informação, que procura, basicamente, avaliar matematicamente a quantidade de informação contida num determinado sinal, seja ele um estímulo elétrico como no telégrafo ou uma palavra como na comunicação humana. Segundo Norbert Wiener, considerado o pai da cibernética, tanto nos homens como nas máquinas existe um sistema que recolhe informações do mundo exterior e as utiliza para o funcionamento do aparelho (seja ele vivo ou não), após um processo interior de transformação.




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