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Nicolau Copérnico - Polônia 14/02/1473 Domingo - 24/05/1543 Quinta-feira

Nicolau Copérnico Quando Copérnico nasceu, os homens tinham idéias bem definidas sobre o Universo. Idéias que vinham de longe, desde os tempos do astrônomo alexandrino Ptlomeu e eram consideradas irrefutáveis mesmo sob o ponto de vista religioso. Copérnico freqüentou a Universidade de Cracóvia, onde aprendeu teologia, matemática, astronomia e, quando adulto, foi à Itália para continuar os estudos nas áreas de medicina e direito canônicos. Ordenado padre, era também médico – dedicado aos doentes pobres – jurista e astrônomo. Interessava-se pelo que via nos céus e não se satisfazia com as explicações que punham a Terra no centro do Universo. Estudioso incansável acabou se convencendo de que essas teorias não eram verdadeiras.

De volta à Polônia, criou coragem e aventurou-se a publicar seu primeiro livro, o “Pequeno Cometário”, em 1512. O resultado foi calamitoso: alguns acolheram com Nicolau Copérnico desconfiança e hostilidade, como, por exemplo, Martinho Lutero; para outros, Copérnico era simplesmente um visionário ou um louco. Tais reações, porém, não abalaram a certeza científica do astrônomo, mas ensinaram-no a ser prudente e a ter paciência. Esperou mais 30 anos para imprimir o resto de sua obra, um compêndio em 6 volumes. Ele sabia que uma concepção tão revolucionária – afirmar que o Sol era o centro do Universo e não a Terra – principalmente por partir de um padre, chocava-se com a opinião da Igreja e dos sábios da época. Certa vez, consultado pelo Concílio de Latrão sobre a reforma do calendário, recusou-se a fazer qualquer comentário – achava ainda muito insuficientes os conhecimentos sobre a posição do Sol e da Lua para emitir qualquer juízo.

As descobertas de Copérnico influíram nos trabalhos de astrônomos e físicos como estudo da astronomia Kepler, Galileu e Newton, constituindo a base sobre a qual se montou nos séculos seguintes, o edifício científico da astronomia. Mais do que isso, ele foi o primeiro estudioso a buscar fora da Bíblia a base de suas teorias: desde então, iniciou-se uma tradição de pesquisas, fundamentadas não nos textos sagrados, mas na observação dos fatos. Trezentos anos mais tarde, Charles Darwin daria um passo decisivo nessa direção, ao estudar a origem e a evolução da espécie humana.





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