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Civilização Egípcia - O Novo Império

civilização egípcia A dominação dos hicsos uniu os egípcios, despertando um forte sentimento militarista entre eles, que a partir de Tebas e sob a liderança de Amósis I, conseguiram expulsar os invasores, em 1580 a.C. Após a expulsão dos hicsos, os hebreus, também invasores de origem asiática, foram dominados e também escravizados. Perto de 1250 a.C., os hebreus conseguiram deixar a região, sob o comando de Moisés, no chamado Êxodo. Assim, a unidade territorial e política foram restabelecidas e Tebas retomou a posição de capital, dando início ao Novo Império, período de apogeu da civilização egípcia.
faraó A força do Novo Império tratou de ampliar as fronteiras imperiais, destacando-se os faraós Tutmés III e Ramsés II, bem como o reformador religioso, Amenófis IV.

Sob o comando de Tutmés III (1480 a.C. – 1448 a.C.), o império alcançou a sua maior expansão territorial, estabelecendo-se da quarta catarata do rio Nilo, ao sul, até o rio Eufrates, na Ásia, ao norte, subjugando os sírios, os fenícios e outros povos. Tais extensões territoriais, asseguradas pelas conquistas, fizeram do Egito o primeiro império mundial.

A força militar do faraó era formada pela infantaria, armada de arcos, mumificação setas e lanças, e pela cavalaria, equipada com carros. Dispunha também de uma esquadra composta de galeras a remo e barcos a vela. Já o faraó Amenófis IV (1377 a.C. – 1358 a.C.), conhecido como o rei herético, procedeu a uma revolução religiosa, tentando pôr fim ao culto politeísta. Tida pelo faraó como uma doutrina ultrapassada e conservadora, a religião egípcia cultuava várias divindades (tendo Amon-Ra, o sol, como a mais importante) e concedia amplos poderes aos sacerdotes.

Há muito tempo que o aumento constante da riqueza e da ingerência política dos sacerdotes de Amon ameaçavam a autoridade do governo central. Bem antes de Amenófis IV, já havia começado a ganhar adeptos na corte uma nova forma de culto solar, de influência asiática, em que todos se dirigiam ao próprio disco visível do sol. Pouco a pouco, o novo culto evoluiu de uma tímida religiosidade com conotações políticas para, no tempo de Amenófis IV, transformar-se no foco de uma crise político-religiosa sem precedentes.

pirâmide Amenófis IV buscou mudar esse quadro, estabelecendo o culto monoteísta a Aton, o círculo solar, confiscando bens dos sacerdotes e excluindo os demais deuses.
O próprio faraó mudou o seu nome, que recordava Amon (Amenófis, na realidade Amen-hotep = “Amon está satisfeito”) para Akhenaton (Ech-n-Aton = “Aquele que agrada Aton”), e fundou uma nova capital, Akhetaton = “horizonte do disco solar”, situada a pouco mais de 30 quilômetros de Tebas.

Os casamentos sucessivos de Amenófis IV não resultaram num esperado herdeiro, o que favoreceu o retorno do poderio dos sacerdotes e do culto politeísta tradicional. Nem sua esposa principal, a bela Nefertiti, que lhe deu várias filhas, nem o casamento com algumas de suas filhas, puderam resultar num varão que garantisse a sucessão. Aproveitando-se dessa fragilidade, os sacerdotes depuseram Amenófis IV e outorgaram a Tutankhamon (“Aquele que vive em Amon”), genro de Amenófis, o título de faraó, ratificando a força do Estado Egípcio.

O prosseguimento das conquistas militares deu-se no governo do faraó Ramsés II (1292 a.C. – 1225 a.C.), que enfrentou e venceu vários povos asiáticos, como os hititas. Foram quinze anos de enfrentamentos, até que em 1272 a.C., egípcios e hititas assinaram um acordo de paz, o mais antigo que se conheceu na história.
Na busca da máxima exaltação de seu poder, Ramsés II, que reinou por mais de setenta anos e teve 59 filhas e 79 filhos, chegou a desfigurar o rosto das estátuas do templo Luxor e escreveu nelas o seu próprio nome, inaugurando a prática de uma revisão e adulteração da história, que caracterizou muitos outros governantes ao longo da história humana. O poderio e o esplendor alcançados no Novo Império eram evidenciados não apenas pelas conquistas militares, como também pelas manifestações culturais, a exemplo da construção dos templos de Karnac e Luxor, iniciados ainda no Médio Império e ampliado por outros faraós.

Contudo, depois de Ramsés II, foram poucos os períodos de estabilidade e unidade sob o comando do governo central; assim, iniciou-se a fase de declínio da civilização egípcia. Entre as várias razões para essa decadência destacaram-se as disputas políticas que envolviam as autoridades sacerdotais, que, em alguns momentos, chegaram a constituir um Estado dentro do Estado, sob o comando do sumo-sacerdote, não raramente ignorando o poder do faraó.

Outra razão era o próprio exército, que, formado em grande parte por mercenários estrangeiros, acabou dispersado por interesses estranhos a uma obediência hierárquica, determinando a quebra do poder estatal. Desprotegido militarmente, o Egito foi perdendo pouco a pouco suas antigas conquistas e seus domínios orientais.




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