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Ambrogiotto di Bondone - Itália 00/00/1266 - 08/01/1337 Quarta-feira

Ambrogiotto Muitas coisas dizem sobre a vida de Giotto, para preencher o vazio das biografias de um dos mais humanos artistas de sua época, inclusive, de que seu pai era proprietário de terras e que mais serviam para pasto que para agricultura. Assim, ele cresceu nos pastos e se fez pastor. Mas nada foi até agora provado, nem sequer aquela lenda, do encontro do pastor Ambrogiotto com a fama: estava ele – diz a lenda – com seus rebanhos nas encostas dos vales e, como sempre, muito mais preocupado em desenhar as ovelhas numa pedra lisa, com pedaços de madeira queimada, que em cuidar delas, como bom pastor. Um estranho que passava pelo local, logo viu os singelos desenhos do garoto e não mais seguiu viagem. Indagou ao rapaz se gostaria de se aperfeiçoar na arte de pintar e tornar-se pintor.
Mas é fato incontestável que por dez anos o jovem Giotto ficou no estúdio do estranho viajante que era Cenni di Pepo, mais conhecido na História da Arte por seu apelido, Cimabue.

Dante Alighieri escreveria na sua “Divina Comédia” (Purgatório), que Cimabue era de fato o maior pintor da sua época, mas só até o momento em que foi ultrapassado pelo seu próprio discípulo.

Nas reproduções de Giotto, os homens aparecem maiores que as árvores e quase iguais às montanhas. Ele sabia que essas proporções não correspondiam à natureza, mas com elas, queria mostrar a superioridade dos homens sobre todas as coisas.

Giotto preocupava-se com a realidade, embora modificasse seus aspectos.
Obra de Giotto Ele sabia que o homem vive cercado pelo mundo e que ao seu redor existem exatamente as árvores e as montanhas. Os seus antecessores só se interessavam pela hierarquia em forma de grandeza: Deus era pintado mais alto do que Cristo; Este maior do que os anjos; estes maiores do que os santos; e assim por diante. Giotto transformou este efeito sem sentido numa estrutura da realidade e soube dar aos personagens que pintava o dinamismo de sentimentos e movimentos. Por tudo isso, ele é considerado um precursor da pintura moderna, embora vivesse no século XIII.




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