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Civilização dos Hebreus

hebreu No século XI a.C., o sucessor de Saul, Davi (1009 – 970 a.C.), conseguiu reverter o quadro militar, vencendo definitivamente os inimigos e assim, inaugurando a fase mais brilhante e poderosa da história hebraica. O Estado Israelita, forte e estável, foi dotado de um exército permanente e de uma organização burocrática, tendo a cidade de Jerusalém como capital. Davi ainda expandiu as fronteiras do reino, conquistando as terras a leste do rio Jordão e parte da Síria.Durante o governo de Salomão (970 – 931 a.C.), o reino hebraico conheceu o apogeu, transformando-se numa das grandes monarquias orientais, ampliando suas atividades comerciais e empreendendo a construção de diversas obras públicas, como o templo de Jerusalém, dedicado a Jeová. Esta época foi de singular opulência e grandiosidade, cujos exageros envolveram desde a economia e cultura até o cotidiano familiar. Um exemplo vem do próprio Salomão que, segundo a Bíblia, desposou setecentas princesas e ainda possuiu trezentas concubinas.

castical hebreu Dada a excepcional localização do seu reino e a aliança com os fenícios que dominavam o comércio marítimo, Salomão pôde controlar as grandes rotas terrestres do comércio oriental. Contava também com a debilidade momentânea da Mesopotâmia e do Egito, incapazes de cercear o seu desenvolvimento econômico. Contudo, a cobrança de pesados impostos e o trabalho dos camponeses nas grandes obras públicas semearam o descontentamento que, com a morte de Salomão, agravou e ativou a disputa entre as tribos pela sucessão do monarca. O herdeiro e sucessor de Salomão, Roboão, não conseguiu manter a unidade do reino hebraico: as dez tribos do Norte, lideradas por Jeroboão, separam-se e fundaram o Reino de Israel, estabelecendo sua capital em Samaria. Apenas as duas tribos do Sul continuaram fiéis a Roboão e constituíram o Reino de Judá, com capital em Jerusalém. Esta divisão, ocorrida em 926 a.C., corresponde ao cisma hebraico que fragilizou os hebreus diante de outros povos expansionistas.

figura hebreu As divergências entre os hebreus, seguidos de intrigas palacianas, rebeliões militares e assassinatos, facilitaram a decadência e a conquista estrangeira. No século VIII a.C., Sargão II, rei dos assírios, conquistou Israel. O Reino de Judá, só conseguiu escapar do mesmo destino devido à sua localização geográfica. Entretanto, a independência de Judá durou apenas algum tempo, pois, no século VI a.C., Nabucodonosor, imperador da Mesopotâmia, tomou e saqueou Jerusalém, levando os sobreviventes como cativos para a Babilônia. Quando, em 539 a.C., Ciro I da Pérsia conquistou a Babilônia, os hebreus foram libertados e retornaram à Palestina, reconstruindo o Estado hebraico na região de Judá, porem subordinado ao Império Persa.




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