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Martinho Lutero - Alemanha 10/11/1483 Segunda-feira - 08/02/1546 Quinta-feira

Martinho Lutero Em 30 de outubro de 1517, o cônego saiu de casa, atravessou a praça e afixou na porta da igreja duas grandes folhas de papel: eram suas teses sobre as indulgências (perdões). Em seu nome, guerras ferozes seriam desencadeadas, príncipes cairiam, camponeses se rebelariam e, ele, padre, se casaria com uma freira. Seu gesto provocou uma reação que levou a maior parte da Europa a constituir igrejas desligadas de Roma. Mas não se tratava meramente de um movimento religioso. Estava associado ao desenvolvimento das atividades comerciais que levaram à decomposição do feudalismo.


Em pouco tempo se tornou claro que as teses de Lutero exprimiam os sentimentos de boa parte da população e, já em 1520, foi excomungado pelo Papa Leão X. Em 1521 ele foi obrigado a refugiar-se e, ocupou-se em traduzir a Bíblia para o Alemão. Até sua morte, procurou estabelecer as bases para uma igreja independente, embora conservasse muito dos elementos da  Bíblia doutrina católica. Alterou o cerimonial da missa e substituiu o latim pelo alemão nos serviços religiosos. Rejeitou todas as hierarquias eclesiásticas, desde os padres, os bispos, os arcebispos e até o Papa. O homem comum poderia comunicar-se diretamente com Deus. Renegou ainda a interpretação oficial da Bíblia, ou seja, cada indivíduo poderia interpretar livremente as Sagradas Escrituras e os sacerdotes obtiveram permissão para contrair matrimônio. Dos sacramentos conservou o batismo, o matrimônio e a eucaristia. Deu maior valor à fé do que as boas ações como meio de atingir a salvação. Por fim, abandonou a concepção católica de superioridade da Igreja sobre o Estado. Isso tudo, ficou conhecido como a Confissão de Augsburgo, ainda hoje, aceito como o credo luterano.

proclamação do protestatismo A forma de protestantismo proclamada por Lutero abalou o poder papal e várias doutrinas seguiram sua trilha, criando igrejas nacionais: o anglicanismo na Inglaterra, o Calvinismo na Suíça. Enfim, a própria Igreja Católica, diante da ameaça protestante, desde o Concílio de Trento, procederia à sua própria reforma, que passou à história com o nome de Contra-Reforma.




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