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Wolfang Amadeus Mozart - Áustria 27/01/1756 Terça-feira - 05/12/1791 Segunda-feira

Mozart Leopold Mozart e Andreas Schachtner guardaram seus instrumentos após terminar o ofício na corte do príncipe arcebispo de Salzburgo e foram para casa. Lá chegando, surpreenderam o pequeno Wolfang Mozart, de cinco anos de idade, muito concentrado sobre uma folha cheia de borrões. Intrigado, seu pai perguntou ao filho o que estava fazendo. O menino respondeu simplesmente: “Estou escrevendo um concerto para cravo”. A tirada divertiu seus curiosos espectadores. Entretanto, examinando de perto o insólito manuscrito, ambos se entreolharam perplexos: em meio a manchas e rabiscos no pentagrama, havia notas ordenadas com perfeição. O menino estava realmente compondo. A peça, concluída alguns meses depois, não era um concerto, mas o Minueto e Trio em Sol Maior, para cravo.

Aos quatro anos de idade descobriu o cravo e se maravilhou. Sua irmã, Marianne, cinco anos mais velha que ele, havia começado a tomar lições desse instrumento e Wolfang acompanhava os exercícios, entusiasmado. Seu interesse despertou a atenção do pai, Mozart que passou a dar-lhe aulas. O pequeno aluno aprendia depressa e gostava de tocar as músicas de sua própria invenção. Improvisar, porém, logo deixou de satisfazê-lo. Começou, então, a anotar as idéias melódicas que lhe ocorriam. Sua irmã, por sua vez, já era uma exímia instrumentista.Em 1762, seu pai, resolveu levá-los para Munique, onde o governante recebeu-os para um recital que teve ótima repercussão. O êxito encorajou o pai-empresário a empreender viagens mais ambiciosas. No mesmo ano, partiu para Viena, com os dois filhos. Os primeiros recitais dados por Wolgang e sua irmã foram muito elogiados pela refinada sociedade vienense e não demorou um convite para que se apresentassem na corte.

Após várias excursões, a família Mozart volta finalmente para casa, em novembro de 1765. No sossego do lar, Mozart compõe ininterruptamente durante dois anos. Depois de partitura conquistar a simpatia do príncipe arcebispo de Salzburgo e ser contratado para servir na capela arquiepiscopal, parte para a Itália, país da ópera. Aos 14 anos, torna-se membro da Academia Filarmônica Bolonhesa e suas façanhas na Itália transformam-no em mito. Depois de receber do papa a “Cruz do Esporim de Ouro”, volta a Salzburgo. No seio da sociedade européia do século XVIII o músico é um criado, a serviço de um rei, um príncipe ou um bispo e toma suas refeições na copa junto com a criadagem. Mozart revolta-se contra a situação e resolve partir com sua mãe para Munique. Em 1778 retorna a Paris e descobre que o pequeno prodígio fora esquecido. O mundo musical da capital francesa fecha-se a esse novo Mozart, adulto.

A tragédia é uma constante na vida de Mozart. Depois da morte de sua mãe, perde também seu filho de um ano de idade. Além das freqüentes doenças de sua esposa Constanze, vê-se cheio de dívidas e sua saúde também entra em declínio. Mozart compôs cerca de 650 obras, entre concertos, sinfonias, sonatas, óperas, missas, peças sacras curtas, minuetos e divertimentos.




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