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Alfred Bernhard Nobel - Suécia 21/10/1833 Segunda-feira - 10/12/1896 Quinta-feira

Alfred Bernhard Nobel Todos os anos, no dia 10 de dezembro, a atenção do mundo se volta para a cidade de Estocolmo, capital da Suécia. Ali, nessa data, são entregues os mais importantes prêmios internacionais dos tempos modernos: os prêmios Nobel de Física, química, medicina, fisiologia, literatura e, respeitável entre todos: o prêmio Nobel da Paz.
Apesar de ter inventando a dinamite, sonhava também com um mundo sem guerras. Usou sua fabulosa fortuna para ajudar as organizações pacifistas do seu tempo e, antes de morrer, deixou seus bens a uma fundação, para que premiasse, anualmente, cinco personalidades de destaque mundial da ciência e da cultura. Nobel queria que esses prêmios ajudassem a promover a compreensão e a amizade entre as nações.

Alfred era pobre ao nascer e, seu pai, modesto agricultor, resolveu tentar melhor sorte: estudou engenharia militar e saiu-se brilhantemente na nova atividade. E a tal ponto, que em 1842 foi convidado pelo governo russo a trabalhar na construção de engenhos militares e a dirigir a abertura de estradas estratégicas.
Valeu a pena ter ido: em pouco tempo, a família já possuía jazidas petrolíferas e os filhos puderam ser educados por professores particulares. O pai percebeu o talento de Alfred e mandou-o passar um ano nos Estados Unidos, onde trabalhou com Johan Ericsson, um engenheiro sueco. Experimento de Nobel

Mais tarde, já inventor de renome e capacidade, volta para a Suécia e monta com seu pai um pequeno laboratório de pesquisas perto de Estocolmo e começa a trabalhar num líquido novo e perigoso, capaz de explodir com o simples aumento do calor ou à menor agitação. Era a nitroglicerina.

Em pouco tempo, Alfred descobriu um jeito eficaz de provocar a detonação dessa substância. Mas teve que pagar um preço trágico pelas experiências: uma explosão mandou pelos ares todo o laboratório; várias pessoas morreram – entre elas, um de seus irmãos. Por causa do acidente, o pai teve um ataque apopléctico que o deixaria paralisado pelo resto da vida.
Alfred continua seu trabalho, instalando fábricas de nitroglicerina em vários países, mas os acidentes não cessam. Alguns países chegam a proibir a instalação de suas fábricas e o transporte do produto em seus territórios.

Mas finalmente, entre 1866 e 1867, Nobel resolve o problema, acrescentando à nitroglicerina certas substâncias absorventes, de modo que se torna possível armazená-la e transportá-la sem riscos: só explodiria mediante um detonador especial. Nobel batizou o produto, sob nova forma, de dinamite (do grego dynamis, que significa força). Para o povo tinha outro nome: “a pólvora de segurança de Nobel”.

Seus estudos levam-no a outra invenção de importância: a balistite, uma pólvora não fumarenta, derivada da nitroglicerina para fins militares.

Alfred Bernhard Nobel Embora viajasse muito, falasse várias línguas, fosse rico e respeitado, era um homem solitário (nunca se casou) e pessimista: entendia que seus inventos não ajudavam a acabar com as guerras; muito pelo contrário. Assim, começou a gastar parte de sua fortuna, financiando movimentos pacifistas. E, determinou que, após sua morte, uma fundação patrocinasse a entrega de cinco prêmios – um dos quais especial, a quem contribuísse de maneira mais notável para a paz entre os homens.




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