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Pelé - Brasil 23/10/1940 Quarta-feira

pelé Desde os primórdios da História encontramos o homem ligado a atividades físicas e desportivas. As grandes civilizações ocidentais que nos precederam deixaram em seu acervo cultural vestígios dos mais marcantes esportes de seu período. Assim foi com os Jogos Olímpicos da antiga Grécia, as lutas de gladiadores no Coliseu romano, os torneios de cavalaria e as competições de arco e flecha da Idade Média e agora, no século XX, o esporte da nossa civilização é, sem dúvida, o futebol.
E quando se fala em futebol, o nome de Pelé é logo lembrado.

bicicleta de pelé Pelé, cidadão do mundo, aclamado em Paris Rei do Futebol e Atleta do Século, jogou em mais de cem países e é admirado em todos os continentes, mas Edson Arantes do Nascimento tem sua vida marcada principalmente por quatro cidades em que morou: Três Corações, Bauru, Santos e Nova York. Edson nasceu na pequena Três Corações, em Minas Gerais e descobriu o futebol em Bauru, mas foi em Santos que iniciou uma carreira de 18 anos seguidos num mesmo clube, despedindo-se em 1974, na Vila Belmiro. Voltou a jogar novamente pelo New York Cosmos em 1975 e parou definitivamente em 1977.


pelé Foi no Maracanã que ele estreou na seleção brasileira, aos 16 anos, em 7 de Julho de 1957, fazendo um gol contra a Argentina. Era só o começo de uma seqüência que tornaria lendário o craque da camisa 10, incluindo a conquista dos títulos mundiais de 1958, 1962 e 1970. No Rio, Pelé marcou, em 5 de março de 1961, “o gol de placa”, numa jogada maravilhosa pelo Santos contra o Fluminense, que levou o jornal paulista O Esporte a colocar uma placa no estádio para imortalizar aquele gol. Em 1962, também no Maracanã, o Santos de Pelé bateu o Benfica por 3 a 2 e garantiu o primeiro título mundial de clubes alguns dias depois, com 5 a 2 sobre o time português, em Lisboa. O milésimo gol, numa partida entre Santos e Vasco, em 19 de novembro do ano de 1969, fora mais um dos destaques do fantástico Pelé.

foto do pelé autografada Em São Paulo, Pelé comandou vitórias inesquecíveis do Santos, no Pacaembu e no Morumbi. A estréia do garoto Pelé no Santos foi num amistoso contra o Corinthians de Santo André, em 1956. A partir de 1957, o atacante passou a aterrorizar os grandes clubes paulistanos.
As vitórias e os títulos se acumulavam e na maioria dos confrontos ele desequilibrava as disputas. A bola sempre foi a sua grande paixão. Com 17 anos tornou-se artilheiro do Campeonato Paulista de 1957 e em nove campeonatos seguidos, até 1965, e voltou a ser artilheiro em 1969 e 1973. No campeonato de 1958, marcou 58 gols. Grande parte do prestígio de Pelé, nos anos 60, foi conquistada em longas excursões do Santos pela América Latina, Europa, Ásia e África. O título de Atleta do Século, ninguém lhe tira. E sua condição de melhor jogador de todos os tempos só será ameaçada se, no próximo milênio, alguém, de algum lugar, ganhar três Copas do Mundo, dois Mundiais de Clubes, dez títulos regionais, marcar mais de mil gols e fizer jogadas fantásticas, daquelas que dão orgulho a quem um dia viu Pelé em campo.

Para se ter uma idéia das coisas fantásticas que envolviam Pelé e sua popularidade em todos os cantos do mundo, eis algumas histórias:

  • O dia em que o árbitro foi expulso - no estádio El Campin, estão em campo Santos e Millionarios.
    A partida é a grande atração do dia, mas o juiz quase estraga tudo. O árbitro anula um gol seu e o expulsa por reclamação. A torcida, que lota o estádio, ameaça derrubar o alambrado, começa a atirar objetos para dentro do campo e a atear fogo nas arquibancadas. Temendo uma tragédia, a polícia faz com que o juiz saia de fininho, coloca um bandeirinha em seu lugar e promove a volta de Pelé, que marca mais três gols. Resultado final: Santos 5 x 1 Millionarios.

  • O Xá espera por uma foto com o ídolo - ao voltar de um jogo em Salvador, a aeronave que conduz o time do Santos recebe uma estranha mensagem da torre de controle do Aeroporto de Congonhas. “Nosso espaço aéreo está interditado a todos os aviões para segurança do Xá do Irã”.
    A ordem não é válida para o avião que traz o Santos. Faz duas horas que o Xá espera sua chegada para conseguir um autógrafo e uma foto ao lado de Pelé.

  • pelé A estrela brilha na Casa Branca - após dar boas-vindas a Pelé em nome dos Estados Unidos, o presidente Gerard Ford leva o hóspede para o gramado da residência oficial. Entregando uma bola ao jogador, Ford pede: “Mostre-me como se faz”. Com mestria, Pelé brinca com a bola, fazendo embaixadas. Ao receber a bola de Pelé, o presidente não consegue imitá-lo. Atento, o atacante brasileiro pede a Ford que mostre como se joga o futebol americano, pois o presidente praticara o esporte no passado. O presidente, então, faz a pose clássica e lança a bola. Pelé, como se também fosse um ex-jogador de futebol americano, agarra a bola no ar e a devolve. Em seguida ao lance, sem prestar a menor atenção ao presidente, um garoto aproxima-se de Pelé e pede um autógrafo. “Você já viu quem é o mais popular entre nós dois aqui”, comenta Ford, sorrindo.

  • John Lennon teve de engolir essa - Assim que o avião em que estava chega ao terminal de passageiros de Tóquio, o ex-lider dos Beatles, John Lennon, vê centenas de fotógrafos pela janela. Logo diz a seu empresário que não está disposto a dar entrevistas e chega a pedir um esquema especial para não ser incomodado. Dessa vez, porém, o trabalho pôde ser esquecido. Ao entrar no carro que fora buscá-lo, o ex-Beatle vê que a agitação não era por causa dele. É então que entende que os fotógrafos aguardam o desembarque de Pelé. Mais tarde, numa entrevista coletiva, Lennon diz:
    “Eu imaginava que os Beatles eram os mais famosos do mundo, mas só hoje pude me render aos fatos”.

  • Pelé Só mesmo ele para parar uma guerra - No ano de 1969 o Santos havia acertado um amistoso com um time da África, em Brazzaville. Só que meses depois, a região está em guerra civil, entre as forças de Kinshasa e Brazzaville. Antes de chegar lá, a delegação passa por Kinshasa e é escoltada por soldados locais, que transferem a guarda para as forças inimigas no meio do rio que separa as duas regiões. No dia seguinte ao jogo, o time volta a Kinshasa e é avisado de que só poderá partir se também jogar naquela cidade. O Santos joga, Pelé recebe muitas homenagens, a equipe segue viagem em paz e, só então, a guerra recomeça.

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