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Poliomielite - Estados Unidos 1955

vírus da poliomielite É uma inflamação da medula espinhal provocado por um certo tipo de vírus. Os vírus são personagens microscópicos, cuja identidade tem sido difícil de classificar. Um dos maiores problemas que os cientistas enfrentam para estudá-los é a sua dimensão: o tamanho médio de um vírus não vai além de 0,2 mícron (cada mícron é igual a um milésimo de milímetro), o que torna necessário o microscópio eletrônico para fotografá-los.


Outro sério obstáculo é o fato de os vírus apresentarem uma estrutura criança tomado a vacina cristalina – como as substâncias minerais – e, no entanto, se reproduzem como seres vivos, por um processo semelhante aos organismos unicelulares. Explorando o fato de serem muito pequenos, causam toda sorte de problemas, que vão desde o resfriado e o sarampo, que todo mundo tem sem conseqüências, até as moléstias graves e deformantes, como a varíola e a poliomielite. Assim que penetra no organismo humano, o vírus da pólio encaminha-se para a medula espinhal, que é a parte do sistema nervoso central. Ainda não se sabe direito qual o caminho que ele percorre, mas os cientistas imaginam que, depois de se introduzir no corpo pelas mucosas nasais e pelo tubo digestivo, ele utilize as vias linfáticas para alcançar seu objetivo.

pessoa que contraiu a poliomielite A medula parece um cordão branco e fica dentro da coluna dorsal, em ligação com o cérebro.
A caixa craniana e o tubo constituído pela justaposição das vértebras da coluna mantêm-nas bem resguardadas, ainda assim, os vírus levam a melhor, infiltrando-se pelas juntas até chegar à medula. Num homem adulto, a medula tem cerca de um centímetro de diâmetro e 45 cm de comprimento. Dela partem 31 pares de ramificações nervosas que se dividem progressivamente, formando uma rede que abrange todo o corpo, especialmente os músculos e a pele. Ao separar-se da medula, cada ramificação origina duas raízes: uma, posterior, que trás para a medula as sensações recolhidas pelos órgãos dos sentidos (raiz sensorial) e outra, anterior, cujas fibras conduzem os impulsos de comando da medula aos músculos (raiz motora). A pequena distância da coluna vertebral, as duas raízes se unificam, formando um feixe único de fibras nervosas – o nervo raquidiano. Todas as partes do organismo são percorridas pelos nervos raquidianos, menos o rosto e o crânio.

Se cortarmos transversalmente uma medula espinhal, veremos que dentro dela existe uma substância cinzenta, igual à que envolve o cérebro, e notaremos que ela se distribui em formato de H. As extremidades desse H são chamados cornos da medula e correspondem ao ponto onde se originam as raízes anterior e posterior. Os dois cornos pessoa que contraiu a poliomielite anteriores são a sede das células nervosas motoras – os neurônios que são o alvo visado pelo vírus da pólio. A ofensiva contra os neurônios desenvolve-se rapidamente e às vezes termina em poucas horas. Cada grupo de neurônios eliminados altera a mobilidade de uma zona do corpo. Se os vírus destroem somente algumas centenas deles, diminui apenas a atividade muscular, mas não há paralisação. Entretanto, quando são destruídos mais de dois terços das células nervosas que coordenam um determinado músculo, seu movimento cessa por completo. Nos casos em que o ataque do vírus se concentra nos neurônios que comandam o diafragma, o aparelho respiratório se imobiliza e o paciente tem que ser mantido num pulmão de aço, para continuar respirando.

Embora antigamente fosse chamada paralisia infantil, a poliomielite não discrimina idade: pode atacar qualquer pessoa. A princípio, o doente não manifesta sintomas extraordinários, a não ser uma febre impertinente, curiosamente baixa. Às vezes aparecem catarro e dor de cabeça, o que leva as pessoas a imaginarem que se trate de uma gripe comum ou uma inflamação de garganta. Ao fim de três dias, costuma haver uma melhora, mas é ilusória. Os primeiros sintomas se acentuam e surgem outros, característicos das infecções por vírus: vômitos, dores nos membros, na nuca e nas costas.

Entre o quinto e o décimo dia, revelam-se os primeiros sinais de paralisia. símboo da vacina Raramente ocorre a paralisação total: o mais freqüente é a imobilização de alguns setores do corpo. Às vezes a doença costuma regredir e o paciente recobra os movimentos que perdera, mas na maior parte dos casos, a pólio imobiliza extensas áreas do organismo, os quais depois se atrofiam devido à paralisia. Prevenir a pólio é muito mais fácil do que remedia-la. Em 1955, surgiu a primeira vacina, criada pelo médico americano, Jonas Edward Salk. Sob a forma de injeção, era aplicada em três etapas, a intervalos regulares. Após a primeira dose, a possibilidade de contrair a doença diminuía para 40%; com a segunda, para 35%, e com a terceira, para 10%. Atualmente, o sistema de imunização mais adotado é a vacina Sabin, que utiliza vírus atenuados.




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