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Vasco da Gama - Portugal 00/00/1460 - 24/12/1524 Sábado

No século XV, os conhecimentos geográficos dos europeus eram muito limitados; a Europa era a única parte do mundo de cuja forma e extensão seus habitantes tinham certa segurança. Desconheciam a América e a Austrália. Ásia e África, embora já conhecidas como continente, não tinham seus contornos bem definidos. Pensava-se que a África fosse mais curta do que é e que suas costas ocidentais dessem uma brusca virada na direção sudeste. Tinha-se, porém, uma idéia certa: a de que as águas do Atlântico se comunicavam com as do Índico, banhando as costas africanas.



caravela Desta certeza nasceu na Europa o plano de chegar às Índias pelo mar, costeando a África. Os intercâmbios comerciais com a Índia eram muito importantes para os europeus, não só por causa das especiarias, mas também por causa dos tecidos e pedras preciosas cuja revenda enriquecia os comerciantes mediterrâneos. As alternativas de caminhos para as Índias estavam cada vez mais perigosas: no Mar Mediterrâneo, havia os piratas árabes, no Egito o problema era com a segurança das caravanas e na Ásia Menor já imperavam os turcos – muçulmanos que não recebiam os europeus cristãos com muita hospitalidade.

caravela de vasco da gama Obstruída a comunicação tradicional da Europa com a Ásia, não restou outra coisa a fazer senão pensar na rota marítima. E por sua privilegiada situação geográfica, coube a Portugal a façanha de sair na frente em busca deste caminho. Depois que Bartolomeu Dias conseguiu chegar até o Cabo da Boa Esperança, que antes se chamava Cabo das Tormentas, foi a vez de Vasco da Gama continuar a rota. Para isso, partiu de Lisboa a 8 de julho de 1497 com quatro naus e 160 tripulantes e ao final de dez meses de perigos e incertezas – durante os quais a vida andou por um fio – chegaram finalmente às Índias Orientais. Glória para Vasco da Gama e Portugal. Seus feitos foram celebrados por Camões em “Os Lusíadas”.




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