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Vitaminas - Estados Unidos 1912

vitaminas nos alimentos Longas viagens marítimas eram uma aventura arriscada no século XVIII. Não era tanto o perigo do desconhecido e sim uma estranha doença que atacava a tripulação durante as viagens muito demoradas. Os homens ficavam fracos, suas gengivas sangravam, perdiam os dentes e os cabelos. Muitos morriam. Era o escorbuto. Durante muito tempo os médicos procuraram, em vão, debelar o estranho mal. Até que um dia, um comandante inglês chamado Lind, descobriu que ele poderia ser evitado com a ingestão de grandes quantidades de suco de limão e laranja. A incidência do escorbuto diminui bastante. Percebeu-se, assim, que o escorbuto não era provocado por micróbios. Relacionava-se com a alimentação dos marinheiros, constituída, basicamente, de peixe seco, toucinho defumado, carne salgada, feijão e queijo. Tratava-se de uma doença carêncial, provocada pela ausência de certa substância que mais tarde se descobriu ser a vitamina C.

Em 1912, Frederick Gowland Hopkins obteve a primeira prova científica da existência das vitaminas, demonstrando sua presença no leite. Chamou esses elementos de “fatores vitaminas alimentícios acessórios” em contraposição aos essenciais: hidratos de carbono, gorduras, sais minerais e água. O nome vitamina foi dado no mesmo ano pelo cientista polonês Casimiro Funk. Ele acreditava que essas substâncias pertencessem ao grupo das aminas e como sua ausência poderia provocar a morte, chamou-as de “aminas da vida” (em latim vitae amina). O nome ficou, embora se saiba hoje que elas nada têm a ver com as aminas. As vitaminas são substâncias orgânicas compostas de átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Algumas contêm também enxofre e nitrogênio. Podem ser constituídas por moléculas pequenas, como a vitaminas C, ou grandes, como a vitaminas A, formada por vinte átomos de carbono, trinta de hidrogênio e um de oxigênio.

Somente os vegetais são capazes de construir moléculas completas de vitamina a partir de certo elemento químico. Mesmo as vitaminas encontradas no queijo, leite, ovos, carnes, etc., provêm dos vegetais que serviram de alimento aos animais. Estes têm apenas a capacidade de redistribuir algumas moléculas recebidas dos vegetais, para formar certas vitaminas. Em 1915, dois cientistas americanos, estabeleceram uma classificação dividindo as vitaminas em dois grupos: as lipossolúveis – solúveis em gordura, e as hidrossolúveis – solúveis em água. Cada uma delas foi designada por uma letra do alfabeto e quando eram misturas de outras vitaminas recebiam números acrescentados às letras.



vitaminas e sais minerais As lipossolúveis são: vitaminas A, D, E, K e ácidos gordurosos específicos.
O complexo B (B1, B2, B6, B12) e a vitamina C formam o grupo de hidrossolúveis. Dezenas de vitaminas são conhecidas hoje em dia. Mas nem todas são necessárias ao organismo humano. Aparecem, principalmente, nas frutas, legumes e alimentos frescos, que perdem boa parte de suas propriedades vitamínicas quando cozidos ou guardados por muito tempo.




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