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Voltaire - França 21/11/1694 Domingo - 30/05/1778 Sábado

Voltaire Certa vez um nobre francês, desdenhando o nome de François Marie Arouct, Voltaire, pela sua origem de baixa nobreza, recebeu como resposta: – O nome que trago, meu senhor, é obscuro. Mas eu, ao menos, honrei-o. Por essa reposta, considerada insolente, Voltaire pagou por uma estada forçada na Bastilha, seguida de um exílio na Inglaterra. Seu valor como pensador vem justamente do fato de ter dito o que disse na época em que viveu. Voltaire deixou para a posteridade contos, romances, tragédias, poemas e, sobretudo, obras sátiras que, não podendo assinar, publicava anônima e clandestinamente.

Voltaire Na tragédia encontrou as melhores formas de expressão artística. Na poesia, procurou, através da sátira os meios necessários para dirigir ferinas críticas à sociedade francesa e propagar suas idéias. Lançou-se violentamente contra a Igreja Católica. “Esmaguemos a infame” – dizia. Ao mesmo tempo, fazia constantes campanhas em favor dos pobres da região. No seu refúgio, Voltaire continuou exercendo seu papel de filósofo, distribuindo terras, criando escolas, defendendo os protestantes e realizando inflamadas campanhas contra erros judiciários.


Voltaire Aos olhos do povo, surgia como a encarnação da justiça social. No entanto, sua posição estava longe disso. Entendia que o povo teria que ser “guiado” e não instruído, pois “não é digno de ser”. Dizia: “Parece-me essencial que existam vagabundos ignorantes”. Suas cartas, dirigidas a soberanos, intelectuais, homens de negócio e amigos, são essenciais para a compreensão de seu pensamento.




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